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Repostas

por Jessie Bell, em 16.08.11


 


Que nota tiveste no exame? Tive cinco nos dois exames nacionais, se é a isso que te referes.


O que te levou a criar estas histórias no blog? Bem, uma das minhas melhores amigas tinha uma história e eu já tinha a história da Dalillah na minha cabeça, há uns bons três anos. Passá-la para o “papel” pareceu-me algo lógico.
Tens o mesmo gosto da dallilah por dança?  Tenho.
Alguma vez dançaste? Já fiz dança contemporânea, mas o piano impediu-me de continuar. Queria ter feito ballet, mas, novamente, piano.


Tiras alguma inspiração para escrever? Se sim, de onde? Tiro. Por vezes de filmes, livros, músicas, outras vezes dos meus sonhos e aspirações.
A Dallilah é apenas fruto da tua imaginação ou algo mais? A Dalillah tem bocadinhos de mim que, se me conhecerem, são bastante notáveis. Somos ambas teimosas e orgulhosas e não desistimos de nada. Somos apaixonadas pela música e temos esta ideia fixa do que a nossa vida perfeita será e, por  isso, lutamos por ela.


Como é que te chamas? E alcunha ? Prefiro não revelar o meu nome. As pessoas tendem a chamar-me Nó, muitas dizem que é porque tenho um nó no cérebro.
Que idade tens? Tenho catorze anos e falço quinze dia 1 de Setembro.
És de onde ? e em que parte ? Sou de Coimbra
De que cor são os teus olhos o: ? Os meus olhos são castanhos, cor de cocó.
Praticas ou já praticaste algum desporto? Agora não. Mas praticava e vou voltar a praticar natação. Como já disse, também já pratiquei dança contemporânea.
Qual é o teu signo? Eu tenho o signo mais vergonhoso de sempre. Sou virgem.
Qual é o teu maior sonho? O meu maior sonho é trabalhar para a NASA.
Gostas de viajar? Adoro. Apesar de ter sido um gosto que me foi incutido, pela minha família.
Tens melhor amigo/a? Tenho duas melhores amigas.
Se o mundo acabasse amanhã, o que varias? Provavelmente, pediria pela extrema-unção. Passaria o resto do meu tempo com as pessoas que mais prezo e dir-lhes-ia o quanto as amo e porquê.
Passaste de ano ? para que ano ? Passei de ano -.- Para o décimo.
Praia ou piscina? Não sei. Talvez piscina, porque é melhor para nadar.
O que mais gostas de fazer? Depende do humor. Se estou feliz, leio. Se estou entediada, escrevo. Se estou loucamente furiosa, toco piano, porque me garante que consigo fazer algo bem, na vida.
O que mais gostas em ti? Fisicamente, as minhas mãos, como símbolo da minha entrega e dedicação. Psicologicamente, do meu cérebro extremamente hiper-activo.
Como é a tua personalidade? Eu sou aquela de quem ninguém realmente gosta. Eu sou aquela que é rapidamente substituída. Eu sou aquela por quem tu passas e não ligas. Eu sou aquela que não consegue mostrar quem realmente é. Ninguém me conhece, copo. Não há um único ser que compreenda quem eu sou. O que eu faço e porque o faço. Não há ninguém que saiba verdadeiramente aquilo que eu espero de mim e da minha vida. Eu sou aquela que se esconde e que se mostra feliz e reluzente, escondendo tudo o que tem cá dentro, para à noite, se deitar e mesmo assim não conseguir chorar, porque isso demonstraria fraqueza, perante mim própria. Eu sou aquela de quem ninguém realmente gosta. 
Se pudesses mudar algo da tua vida neste momento o que seria? Eu tenho uma das melhores vidas que há. Não mudaria uma vírgula.


Tu chamaste Nó mesmo? Ninguém se chama “Nó” -.- Mas sim, é a minha alcunha.


Quando é vais postar mais capítulos? No final desta semana, espero.
A Dalillah vai se casar no futuro? A Dalillah está muito ocupada com os ensaios, com o Jaacques, o Michael, O Parker e o Mr. Samparro, para se preocupar com casamentos .b
O qué que podes adiantar sobre o futuro dela? Ninguém sabe o futuro. Só aquele senhor simpático, lá em cima.


 Como é que o Michael e a Lauren se conheceram? Em crianças.
O Kevin gosta mesmo da Jessica? Sim.
Porque é que os pais da Dalillah não  aparecem muito na história? Porque não são importantes e porque têm mais cinco filhos, com quem se preocuparem.
Gostas mais de escrever esta ou a outra história? Neste momento? A outra.
Porque é que o Parker desistiu do conservatorio? Porque ambicionava mais do que conseguir tocar no concerto de ano novo.
Se o Parker tem a mesma idade que o Michael, onde e que ele estava durante o ano em que o Parker esteve no conservatorio? Estava no conservatório de ballet e desistiu, porque, tal como Dalillah, preferia dança contemporânea e também queria perseguir o seu sonho de cantar e representar.

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Question time...

por Jessie Bell, em 14.08.11

Eu já planeava fazer isto há alguma tempo, mas nunca cheguei a fazer, mas, como afinal nao cheguei a ir de ferias, aqui está:


 



Question Time


 



Regras:


- Pode ser em anónimo, ou não (who cares...)


Não vale a pena perguntarem como é que a história acaba, porque eu não vou dizer.


- Perguntem só sobre o da Dalillah, farei uma question time para a Adriadne, em breve.


- Por favor, não sejam promíscuos...


- E perguntem MUITO!!!! (Se  faz favor)

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...

por Jessie Bell, em 11.08.11
BLOG temporariamente SUSPENSO



Desculpem pelo inconveniente. Volto no final da proxima semana. 

P.S.: Vou postar "As Descendentes de Atargatis", ainda hoje.

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Capítulo 40 - Teoria do caos

por Jessie Bell, em 22.07.11



 


A teoria do caos é a teoria que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos, na física e na matemática. Era pena que quando eu utilizava a palavra "caos" ela não tinha a mesma conotação.


A minha vida nunca estivera tão caótica. Estávamos quase a meio do ano lectivo. Agora, as manhãs eram passadas a ensaiar as exigentes coreografias das aulas, com Michael, os fins de tarde a ensaiar as exigentes coreografias das gifted classes, com Mr. Samparro e Michael e as noites a ensaiar as exigentes coreografias de Jacques. Raro era o dia em que saía da escola antes das nove e meia da noite. O meu horário de sono nunca estivera tão trocado. Agora todos os segundos eram aproveitados: estudar, compor, tocar, ensaiar, ler.


Não estava autorizada, por soberania própria, a pôr qualquer destas coisas em segundo plano – demonstraria fraqueza.


O meu corpo mirrava por debaixo da roupa amarrotada e sentia, cada vez mais frequente, que, apesar de ainda não o ter atingido, o meu ponto de ruptura aproximava-se a uma velocidade assombrosa.


Não falara novamente com Parker, desde a nossa “agradável” conversa, pois por muito mal que me sentisse com a situação, estava amolada com o comportamento demasiado protector que tomara.


Tinha acabado de tomar banho e de vestir o meu pijama azul e cor-de-rosa, quando vi o seu número acender-se no visor táctil do meu telemóvel. Tinham-se passado duas semanas e, contra toda a minha vontade, a coragem evadiu o meu corpo, obrigando-me a atender a chamada.


- Diz… - proferi, arrastando a voz, numa tentativa de soar maçada.


- Desculpa, querida, mas penso que invertemos papeis. Levaste a tua avante, não levaste? – Perguntou num tom molestado.


- Levei, sim. E tu tinhas de te vir meter e tornar tudo um pouquinho pior, não é, amor?


- De que falas, princesa?


- Do teu amável presente, fofinho. Não estava nada a espera que me arranjasses um tão gracioso cão de guarda. – Nesse momento, quase que ouvi o clique dentro da sua mente.


- Ainda bem que o achas gracioso. Porém, os teus ofendimentos são inválidos. O teu tão nomeado cão de guarda, não se destina a vigiar-te a ti, mas sim a ele – vociferou, atirando-me a última palavra, como o pior dos insultos.


- Não te percebo, chuchu: Estás a tentar dizer que confias em mim… Porém não confias na confiança que eu depositei noutra pessoa.


- Tu não vês o quadro por dentro, beleza. Se o fizesse, também tu não lhe terias depositado tal confiança, pois rapidamente te depreenderias que ele não é merecedor de tal dote.


- Quem te disse a ti, que eu já não confirmei os meus saberes por outras fontes, carinho?


- Foi isso que fizeste? – Perguntou, com uma voz mais alarmada, saindo do diálogo tipo que estávamos a ter.


- Pois com certeza, doçura. Nunca acreditaria numa história, sem ouvir mais de duas versões.


- E agora, quem terá problemas de confiança? E então, fofinha, que tal foi a outra versão?


- Está de acordo com a tua.


- E atreves-te a ficar ofendida, com a minha tão generosa oferenda de uma tentativa de protecção? Não te deixando sozinha com um vândalo?


- Parker! – gritei. Aquela conversa começava-me a irritar demasiado. – O que é que tu queres afinal?


- Vou voltar este fim-de-semana…


Isto não era justo, ele não estava a jogar com o baralho todo. Não tinha o direito de irritar daquela maneira, para depois me derreter o coração com tal notícia. Sentia-me rebaixada.


- Não dizes nada? – Perguntou, usando um tom mais leve, mais feliz.


­- Tu não jogas com justiça, Parker Halle. – acusei-o.


- Nunca disse que o faria…


- Afinal, nem demorou tanto tempo a passar – admiti, mais a mim própria, do que a qualquer outra pessoa.


- Deveria sentir-me ofendido? – Perguntou, com um leve tom de choque.


- Não, idiota. Estou simplesmente a dizer que tenho estado demasiado ocupada, para me preocupar… - “para me preocupar com coisas menores”, pensei, no entanto, não o proferi. Iria magoá-lo. – … para notar o tempo passar – corrigi.


- Vou fingir que acredito.


- Fazes bem.


 


Pela primeira vez, pensava em como poderia ter subestimado o tempo, pois este tornava-se cada vez mais escasso… Para mim a noção temporal sempre se estendera para o infinito, propiciando-me aproveitar todos os segundos e fazer tudo e mais alguma coisa. Porém, agora percebia que não era “tudo e mais alguma coisa”, porque, desta vez, havia um limite.


Tencionava aproveitar a semana que teria com Parker. Mas sentia que simplesmente tinha demasiado no meu prato e que nunca conseguiria acabar aquela refeição…


Mas já tinha abdicado de demasiado para desistir. Não o poderia fazer e, apesar de saber que se tratar de uma questão de orgulho e prepotência, não me importava, porque sentia que estava ser fiel a mim própria e, naquele momento, foi tudo o que importou.


De certo modo, partia-me o coração deixar Parker chateado e preocupado, no entanto, as suas motivações não eram as mais indicadas, o que acalmava a minha dormente sensação de culpa.


 


O fim-de-semana chegou demasiado depressa, para eu o sentir a passar. A minha única esperança, era que o mesmo não acontecesse com aquela semana preciosa. Pelo menos era nisso que eu pensava, quando saí de P.A., após mais um extenuante ensaio com Michael, naquela estranhamente agradável tarde de Fevereiro.


Entrei no primeiro táxi que encontrei, quando finalmente abandonei o decadente edifício, onde estava instalada a escola. Enquanto compunha a desajeitada blusa azul carmim que vestia, indiquei o destino ao taxista de cabelo grisalho e tez morena.


O trânsito acumulava-se pelas geométricas ruas de Nova Iorque e eu sentia a minha cabeça a girar com as coisas que tinha a fazer, sendo aquela que estava no topo da lista “acalmar-me”.


Num esforço para completar a primeira das tarefas da minha lista, traguei um golo da minha garrafa de água, que tirei de dentro do meu gigantesco saco de dança e foi nesse momento que o motorista, num sotaque estupidamente indiano, me garantiu que chegaríamos atrasados ao aeroporto.


Suspirei, olhando para a janela, para constatar que o taxista tinha razão: As ruas estavam entupidas e a banda sonora consistia em milhares de irritantes buzinas.


Olhei para o telemóvel, pela milésima vez, naquela demasiado longa viagem e, após uma irritante melodia, vi-o desligar-se, contra todas as minhas tentativas de ressuscitação.


O quadro não podia estar melhor: Ali estava eu, presa no caótico trânsito de Nova Iorque, sem qualquer poder de comunicação, claramente atrasada e com a minha cabeça a rodopiar sobre milhões de assuntos distintos.


Tinha passado quase uma hora, quando finalmente saí do automóvel, que me estava a proporcionar uma sensação de claustrofobia. Após pagar uma exorbitante conta, corri pelo aeroporto, para o encontrar sentado, num banco, já na entrada acompanhado por uma mala, mais pequena do que a usual.


 Assim que me viu, levantou-se e andou num passo apressado na minha direcção. Estreitou-me nos seus braços cobertos por uma fina camisola preta, fazendo-me suster a respiração. Aquele gesto foi-me demasiado familiar, para não me derreter. E quando os meus lábios tocaram nos dele, num movimento rebuscado, senti uma carga de energia mirabolante a ser depositada no meu corpo.


- Olá – disse-me, enquanto o apertava mais contra o meu corpo.


- Desculpa – pedi-lhe. – O trânsito estava um caos, e saí atrasada do ensaio e o meu telemóvel ficou sem bateria e… - Ele limitou-se a silenciar-me com os seus lábios macios, num movimento cliché.


- O que é que te aconteceu? – Perguntou, olhando-me de cima a baixo.


- Nada de especial… - disse, intrigada.


- Reduziste-te para metade – constatou. – Não te tens andado a alimentar.


Olhando em retrospectiva, talvez ele tivesse razão: Não só estava a comer menos, como andava a fazer muito mais exercício, porém a balança nunca fora minha inimiga e eu não lhe prestava a maior das atenções.


Mandei-lhe um sorriso aberto e ele respondeu-me com um igual.


- Estás bem? – Perguntou-me, segurando-me o rosto com as suas duras mãos, com uma expressão de pura preocupação estampada naquele rosto de que tinha tantas saudades.


- Estou. Estou apenas cansada – admiti.


- Vamos para casa – disse.


Suspirei e concordei. Não sei porquê. Talvez pelo estado caótico em que a minha vida se encontrava, talvez pela quantidade de trabalho, ou mesmo talvez pela dor que sentia perante a sua ausência… De qualquer modo, aquelas foram as melhores palavras que ele alguma vez poderia ter proferido.


E quando acordei, na manhã seguinte, após uma boa noite de sono, vi que, se calhar, não estava assim tão longe da minha própria teoria do caos, que explicaria o dinâmico e complexo fenómeno em que a minha vida estava embrenhada. 

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You told me I was like the dead sea. You never sink when you're with me.

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